Fertilidade não é um sim ou um não. É uma probabilidade que se investiga.
Um casal fértil e jovem tem, em média, cerca de 20% de chance de gravidez a cada ciclo. Isso significa que demorar alguns meses é esperado, e que passar de certo tempo sem sucesso deixa de ser azar e passa a ser motivo de investigação. Esta página explica onde fica essa linha, o que se investiga e por quê.
Mulheres em momentos diferentes da mesma jornada.
Cada mulher chega a esta página de um ponto distinto da vida reprodutiva, no começo da tentativa, no meio do caminho, ou já cuidando de uma gestação.






Existe uma linha. E ela se move com a idade.
Se você tem menos de 35 anos, ciclos regulares e relações sem contracepção.
A partir dos 35 anos, porque o tempo passa a ser parte do problema.
- ciclos irregulares, muito espaçados ou ausentes
- endometriose diagnosticada ou cólica progressiva e incapacitante
- duas ou mais perdas gestacionais
- cirurgia pélvica prévia, doença inflamatória pélvica ou obstrução tubária conhecida
- alteração já conhecida no espermograma do parceiro
- tratamento oncológico prévio (quimioterapia ou radioterapia)
- idade igual ou superior a 40 anos
O instrumento de trabalho da medicina reprodutiva.
Passe o mouse, toque ou navegue pelas fases para entender o que acontece em cada etapa de um ciclo de 28 dias.
Ciclos de 28 dias são referência didática, não regra. Ciclos entre 24 e 38 dias podem ser normais, o que importa é a regularidade e a previsibilidade.
Onde a investigação costuma encontrar a resposta.
- Fator ovulatório
- Quando a ovulação não acontece ou acontece de forma irregular. Síndrome dos ovários policísticos, disfunção hipotalâmica, alterações da tireoide, hiperprolactinemia, insuficiência ovariana precoce.
- Fator tuboperitoneal
- Obstrução ou aderências nas trompas, frequentemente por infecção prévia ou cirurgia.
- Endometriose
- Afeta a fertilidade por mecanismos anatômicos e inflamatórios, e nem sempre a intensidade da dor acompanha a extensão da doença.
- Fator uterino
- Pólipos, miomas submucosos, sinéquias e malformações que interferem na implantação.
- Fator masculino
- Presente, isolado ou em associação, em cerca de metade dos casais que investigam. Por isso a avaliação é sempre do casal.
- Fator idade
- A quantidade e a qualidade dos óvulos diminuem com o tempo, de forma mais acentuada após os 35 anos.
- Sem causa aparente
- Uma parcela dos casais investiga tudo e não encontra alteração. Isso não significa ausência de conduta; significa que a conduta é definida por probabilidade e tempo.
- Ovulação
- História menstrual e dosagem de progesterona na segunda fase do ciclo.
- Reserva ovariana
- Hormônio antimülleriano (AMH) e contagem de folículos antrais por ultrassonografia transvaginal.
- Avaliação uterina e tubária
- Ultrassonografia transvaginal, histerossalpingografia ou ultrassonografia com contraste, e histeroscopia quando indicada.
- Perfil hormonal e metabólico
- TSH, prolactina e o que a história indicar.
- Rastreios de rotina
- Sorologias, citologia cervical e imunizações em dia.
AMH e contagem de folículos antrais estimam quantidade, não qualidade dos óvulos. Um resultado baixo não significa que a gravidez natural é impossível, e um resultado alto não a garante. O que esses exames fazem bem é ajudar a prever a resposta a uma estimulação ovariana e a dimensionar a urgência da conduta.
O espermograma é o exame inicial, colhido após 2 a 5 dias de abstinência. Quando vem alterado, ele é repetido antes de qualquer conclusão, porque a variação entre amostras é grande. Alterações confirmadas levam à avaliação com urologista ou andrologista, que pode incluir exame físico, dosagens hormonais, ultrassonografia e, em casos selecionados, avaliação genética.
Duas ou mais perdas pedem uma investigação própria.
Duas ou mais perdas gestacionais justificam uma investigação específica, que costuma incluir avaliação da cavidade uterina, cariótipo do casal, pesquisa de síndrome antifosfolípide e avaliação de tireoide e metabolismo. Boa parte das perdas precoces decorre de alterações cromossômicas do embrião, aleatórias e não hereditárias, o que muda o prognóstico e a conversa.
A investigação começa com uma conversa.
Atendimento em Londrina e Ibiporã (PR). Agendamento pelo WhatsApp.